Quando descobri que estava
grávida, pensei que não poderia ficar mais feliz do que já estava ao ver os
risquinhos naquele palitinho. Claro que eu estava profundamente enganada, mas é
que eu já amava demais aquele serzinho que estava na minha barriga.
Mas a felicidade maior também não
veio quando descobrimos, algumas semanas depois, que eram gêmeos. No momento em
que a gemelaridade nos foi revelada, senti um misto de alegria e espanto. Não,
eu não estava com medo, mas também não estava radiante... Ah sim, a palavra
correta era: perplexidade. Eu estava perplexa! “Como?”, “Será que ela viu
certo?”, afinal eu achava que só quem tinha gêmeos na família engravidava de
gêmeos... mas lá estavam aquelas duas ervilhinhas pra me fazer acreditar que
sim, era verdade.
O tempo foi passando e a ideia de
ter dois bebezinhos dentro da minha barriga foi ficando bem interessante. Li
muito, pesquisei, perguntei... Sim, porquê por mais que você goste, queira e
tenha contato com bebês, imagina-se que o mundo dos múltiplos requeira muito
mais de uma mãe e ninguém nunca vai dormir planejando engravidar de gêmeos de
maneira natural.
Bom, e aí vieram mais
ultrassonografias e aquelas ervilhinhas foram tomando forma, crescendo, até que
estavam do tamanho de dois repolhos. Meus repolhinhos. E assim como as ervilhas
cresceram, foi com o amor que eu sentia por eles...ou elas.
Até que um dia, meus
Repolhinhos (com R maiúsculo, pois assim os chamo) entraram num consenso e
decidiram me mostrar que eram dois menininhos. Não, eu não vou dizer que eu
sabia que eram meninos, muito menos que eu não sonhava com um casal. E claro que eu dizia "Que venha com saúde" até porquê era o que eu mais queria mesmo...
Eu sentia
que um deles pelo menos era menino e acho que todo mundo que se descobre
grávida de gêmeos, e incluo também suas famílias, sonham com a possibilidade de
vir um casal. É lindo e fecha a fábrica. Mas não era, e agora? A gente só tinha
pensado em nomes para duas meninas ou para um casal, mas dois meninos? Então,
de uma hora pra outra decidimos desmembrar o nome que o pai tanto queria:
Arthur Vinícius, agora seriam Arthur e Vinícius.
Alguns dias depois, ainda
estávamos na dúvida sobre os sexos e precisamos fazer outra ultra para
confirmar. Sim, eram meninos. A essa altura, já estávamos mais do quê satisfeitos
com os dois menininhos que Deus nos deu. Mas foi no exato momento em que eles
nasceram, que eu tive a certeza de que não poderia haver amor maior nesse mundo
do quê aquele que eu sentia aquele momento. Eles eram meus! Deus os mandou! E
quem é que queria uma menina mesmo? Ao ver aqueles rostinhos, eu nunca havia
quisto nada a mais que aquilo... Meus Repolhinhos me completam, não me fazem
pensar em mais nada, nem ninguém e fazem de mim a pessoa mais feliz desse
mundo!
E com você, como foi a descoberta?

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