quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PARTO: CESÁREA, parte I

Desde pequena sempre fui muito medrosa para injeções, sangue e tudo que diz respeito. Chorava, desmaiava e cheguei a tomar remédios para controlar um chamado "distúrbio neurovegetativo", um tipo de pânico.
Porém, todavia, entretanto, nunca cogitei um parto normal. Por quê? Medo de não suportar a dor, admito. E mesmo assim, preferi enfrentar tudo o que a cesariana impunha por alguns motivos...
1) Eu ouvia testemunhos de que a cesárea realizada hoje em dia, não era como antigamente. "A recuperação é tranquila."
2) Havia uma grande possibilidade de eu desmaiar durante o parto normal, pois até então também não suportava dores muito fortes.
3)  Era uma gravidez gemelar. E aí você me diz "E daí?". Eu vou te dar toda razão. Muitas mulheres, grávidas de gemelares, optam por parto normal... Mas no meu caso, em que 1 bebê já seria motivo para cesárea, 2 seriam para duas cesáreas se fosse preciso.
Então tá: "Me vê uma cesárea por favor." rs E com toda certeza do mundo, optei por este tipo de parto. E como foi?
O parto em si não foi nada demais. A tal da raquianestesia) não era uma facada nas costas como eu temia e por mais incrível que possa parecer às leigas, não, a gente não sente absolutamente nada enquanto abrem nossa barriga!!!
Mas e os efeitos colaterais? Na cesárea parece que todos os efeitos colaterais possíveis de ocorrer e inclusive aqueles impossíveis, ocorreram comigo.
Após a aplicação da anestesia, senti fortes dores no ombro, coceira no nariz (similar à rinite) e muita tremedeira. Precisei tomar utra agulhada para conter a tremedeira. E ao sair da sala, ainda vomitei um pouco.
Mas nada, absolutamente nada, poderia ser pior do que a recuperação. No momento em que a técnica de enfermagem me disse: "Você precisa levantar e andar", eu não fazia ideia que estaria diante de uma das piores sensações da minha vida. "Que dor!!!" Será que alguém consegue simplesmente levantar linda  e bela naquele momento, e sair andando como se não houvesse amanhã? Eu não.
Levantei com ajuda e ao chegar ao banheiro para o banho, pensei que fosse morrer. Não, por mais exagerada que eu seja, eu não estou exagerando neste momento. Eu sentia vertigem, falta de ar, estava pálida... e mesmo depois de sobreviver àquele banho, minhas próximas caminhadas ainda me fariam suar frio.
Como meus bebês nasceram de 35 semanas, ainda precisei ficar mais alguns dias no hospital, pois eles ficaram na uti neonatal. Acredito que isso não tenha ajudado na minha recuperação, pois passado o tempo eu ainda sangrava muito e sentia dores fortes ao me dobrar e andava bem devagarinho.
Eu me lembro uma vez em que houve um assalto ao hospital e uma mãe, que havia tido bebê há 2 dias, de parto normal, estava muito próxima ao assaltante e conseguiu correr e subir as escadas na velocidade da luz. Sempre fico me perguntando " e se fosse eu?". Andando como andava, certamente eu estaria lá até agora...

Bom, mas e se eu engravidasse novamente? Mesmo depois de tudo isso, eu optaria pela cesárea novamente. Sabe quando você sente que uma coisa não seria boa para você? Assim sou eu em relação ao parto normal.
Mas tudo isso é muito relativo e não quero assustar ninguém. Conheço pessoas que se sentiram ótimas dias depois de suas cesáreas e àquelas que defendam parto normal com unhas e dentes.
Acho que o importante é a gestante ter certeza e segurança de sua escolha, e eu tinha.

Esse link é bem interessante e conta alguns dos mitos e verdades sobre os dois tipos de parto. Sobre isso eu gostaria de contar uma situação engraçada que aconteceu comigo.
Seguindo a ideia de que canjica faz a mamãe ter mais leite, minha sogra fazia canjica pra mim toda semana. Até que um dia ela me disse "Coloquei bastante côco e leite condensado", e ao ser questionada sobre a minha não ter côco, ela respondeu "Tá doida? Você não pode comer côco não! Por causa dos pontos. A sua canjica é sem nada!" rs

http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/materias/mitos-e-verdades-do-pos-parto-saiba-o-que-voce-pode-e-o-que-nao-deve-fazer.htm


E você, como foi sua relação com o tipo de parto escolhido?

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